sábado, 13 de abril de 2013

Olha a austeridade fresquinha!


A principal causa de morte em Portugal tem sido o AVC. Todavia, ao que parece, o Acidente Vascular Cerebral, vai deixar o primeiro posto que vai ser ocupado pela morte por estrangulamento. Isto de estar sempre a apertar o cinto tem vindo a demonstrar as suas consequências…

Esta semana a nossa grande amiga Troika aprovou um alargamento do prazo para o nosso país pagar os empréstimos de ajuda externa. Ou seja, para variar um bocadinho, alguém não andou a fazer o seu trabalho como devia de ser, não vou estar a apontar nomes…




E quem dá o peito às balas é povo, pois claro.
Assim sendo, já está quase a sair mais uma dose de austeridade fresquinha para nosso deleite. E nestas já especuladas medidas prevê-se que Passos Coelho e companhia vão mostrar a sua sensatez e optar por cortes numa área supérflua que é, nem mais nem menos, a saúde!
Finalmente uma decisão inteligente, alguém precisa de cuidados médicos de qualidade para alguma coisa? Claro que não, que estupidez. Vamos cortar nisso.

Deixando a ironia e o sarcasmo um bocadinho de parte agora, um dos mais recentes casos onde se podem perceber as consequências destas decisões ocorreu esta semana no Hospital de Santarém, onde vários doentes oncológicos não poderem completar as sessões de quimioterapia por falta de um medicamento. Apesar das manifestações de desagrado por parte de doentes, médicos e enfermeiros, ao que parece, ainda nada foi feito na medida de resolver esta questão.

Faz lembrar os tempos da antiga peste negra, a diferença é que dantes não havia conhecimentos para tratar a doença, agora há conhecimentos e possibilidades só que alguns indivíduos pretendem utilizá-lo para sacudir a água do seu capote e ficar com boa reputação do que para tratar as pessoas. Dantes quando era identificado alguém com peste era catapultado para fora do castelo para não contaminar os outros, agora quem está doente como não está a trabalhar, está a dar despesa, é deixado a “apodrecer”.
É a triste realidade que andamos a viver…

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